Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

História colorida

Lembro-me de quando não passava de 10 palmos de gente, maria-rapaz, com a barbie na mão e a bola no pé.

Trinca-espinhas de cara redonda, tão morena, quase mestiça de cabelos grenhos, cheios de cachos e caracoletos.

Jeito maroto, manias de cotomiço. No fundo nunca passei  de uma menina timida e afectuosa, sossegada e aluada, tinha o meu próprio mundinho de sonho, habituei-me a ser filha unica e a divertir-me sozinha ou com a vizinhança, o importante era mesmo a diversão. Gostava de passar horas a fio brincando com bonecos, como gostava de jogar à bola ou brincar ao esconde-esconde toda a tarde até horas tardias (até se ouvirem os gritos: rosana anda para casa! ricardo são horas dir dormir! Daniela já te chamei! e tantos outros nomes que agora já perdi na memória), ai mas como eu também adorava deitar-me na estrada com um grupo de amigos na altura do pôr-do-sol  e ficarmos ali assim a ver as cores do ceu e as formas estranhas das nuvens que diziamos ser isto ou aquilo até que sentiamos o cheiro dos assados na braza e fugiamos para casa com a barriga a dar horas.

Mas longe já vão os dias onde não carregava no peito preocupações e onde os sentimentos não eram sinal de turbulencia.

Benditos tempos de meninice onde não me via obrigada a viver em constante estado de alerta.

Nem estudos, nem problemas, nem amores, muito menos desamores, nem remorsos, nem tão pouco a falta de tempo para estar com os amigos.

 

Mas o real facto é que da menina que conhecia o mundo com olhos vivos e sorriso aberto sobram os olhos e o tom aluado com que ainda encara a vida. O sorriso agora é timido e marcado pelos desgostos de amores imperfeitos e de futuros adiados. Ainda se lhe reconhecem no rosto alguns traços dos velhos tempos de candura, em momentos perfeitos ainda apresenta o mesmo sorriso e o jeito maroto.

No entanto já não é mais uma criança, sabe o que quer, e anda a aprender a  lutar por objectivos, já não faz birras nem bate o pé mas persegue as suas metas. Demonstra ao universo uma força invencivel, que não possui.

Por vezes falta lhe a audácia, mas tem a garra.

Essa menina sou eu, penso no que foi e sinto vontade de abraçar coisas simples como fazia quando era pequena, apetece-me agarrar os sonhos que tinha noutras épocas e sentir-me viva.

Dizem que há pessoas que nos fazem renascer assim como momentos, pessoas que nos fazem voltar ser crianças, que se encaixam com exactidão na nossa exitencia sem percebermos nem como, nem porquê. Tu és assim partilhas os meus vicios, e tens para a vida uma banda sonora tão parecida com a minha. Simplesmente compativeis. Chegas de passos apertados, e quando eu me encontro dentro dos teus olhos presa em tanto azul, não sou mais eu mas sim e apenas o cotomiço de 10 palmos.

Sinto-me pequena, esqueço os antigos amores que arrumei na gaveta até um dia, no teu abraço sou como fénix renascida.

Gosto do teu modo de olhar, e da forma cativante como sorris. Prendes me a ti com a ternura das palavras. Não fomos um caso raro de amor à primeira  vista, nem tão pouco as coisas se precipitaram entre nós como cena de hollyowood, até porque não somos nada mais que amigos, mas fazes me "gargalhar" com o teu bom-humor, esse humor por vezes británico, ou outras vezes mais basico, humor feito de meras brincandeiras. E "gargalhar" é pelo menos para mim o ópio da felicidade. Na vida decidi colocar um ponto final a jogos de poder, jogos sentimentais que doem e fazem doer, deixei que me aspirasses os sentimentos e metesses a minha alma a assolhar.

Não és perfeito, também em nenhuma altura do meu discurso disse que o eras, mas proporcionas-me momentos perfeitos por mais triviais que sejam a tua presença transporta-os pro "para sempre" da minha vida.  Deixaste me o mundo do avesso e eu tenho medo do futuro mas tento-me agarrar forte no presente, porque é no presente  que posso construir o meu futuro, nele se encontram os alicerces do que virá.

Sei que um dia seremos mais que amigos, seremos cumplices, mas no fundo acabarás por me fazer crescer por dentro, tornar-me-ei mais velha e mais madura, mais consciente, mais responsavel, simplesmente mais coerente e menos emotiva. Um dia sei que estaremos bem juntos, faremos viagens que tanto nos viciam, alcancermos sonhos, partelharemos o mesmo grupo de amigos, e na nossa historia pessoal ficarão os maiores acontecimentos cómicos que alguma vez possamos relatar, partilharemos as vidas e o tempo. Mas quase tudo na vida tem um fim e no auge do que podemos dar, quando alcançarmos o diploma de especiais daqueles que na vida nunca se esquecem nem nunca se apagam, tu partirás e eu partirei. Virá o meu amor adiado, aquele que deixei na gaveta por ti,aquele que considero o meu tal e tu iras colecionar outras historias de afectos,ou encontrar a tal. Seremos felizes mas sempre pra sempre nos carregaremos um ao outro no coração. Por tudo o que aprendemos e por tudo o que ensinamos, o que mostramos ser e por tudo o que partilhamos,como nos demos e pelo que fomos.  Seremos para sempre eternos um no outro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

música que me está a dançar na cabeça: toque-toque DaWeasel
sinto-me: carente
publicado por sombra esquecida às 15:21
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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

Título indefenido

 

 

                                   

                                      Ho trovato in voi il colore della mia vitta.

 

 

 

 

 

 

música que me está a dançar na cabeça: d'black e negra li - 1 minuto
sinto-me: appassionata
publicado por sombra esquecida às 15:18
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