Sexta-feira, 25 de Junho de 2010

Museu de pensamentos

Tudo tranquilo.

Semestre na recta final.

Exames a correrem bem (melhor que o esperado).

Férias à porta.

Festivais que prometem.

Bailaricos que me esperam.
Verão cheio de praia e noites.

Pensamentos sobre personagens doutros campeonatos que me invadem a mente e deixam o coração dormente.

(não quero lembrar porque vêm as dúvidas e os medos, as perguntas e as incertezas)

O olho humedece nas lembranças e o sorriso chega com a esperança.

A tua ausência morde como um cão.

Mas nas recordações não me arrependo de nada que fiz

Do primeiro ao último segundo, foi perfeito.

Sou jovem, jovem demais, para roer a alma em lágrimas.

Dou e vendo sorrisos, mesmo quando não os sinto, pelo menos assim pode ser que me contagiem o espírito.

Mas no fundo sei que estás ai, a espera duma chamada, ou dum meu aplauso na primeira fila do teu concerto.

Não tenho certezas, nem crenças em nós.

Gosto de estar contigo e isso basta-me.

Tu podes não ser perfeito, mas a tua presença é.

Quero viver as férias quero que sejam especiais, mas lá no fundinho do peito, só quero que outro semestre comece, para voltar a encontrar alguma paz ou um desassossego mais certo.

Disse não a coisas demais, talvez a felicidade ou talvez a minha felicidade sejas tu.

No teu abraço só o presente me importa e no presente quero que estejas aqui.

música que me está a dançar na cabeça: estrela do mar - jorge palma
sinto-me: a tentar saltar da confusao
publicado por sombra esquecida às 02:17
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Vida de estudante

 

Pouco mais de dois meses e estou numa fila de matriculas a praxar.

 

(E pensar que ainda ontem era a minha primeira praxe)

Pouco mais de dois meses e sou a senhora doutora.

(E pensar que ainda ontem era eu a caloira de olhos postos no chão, a burra que comia nabos)

O tempo não passou, voou.

Sinto no peito umas saudades quentes do inicio, de como tudo começou.

(As expectativas, os sonhos, a vontade de viver tudo, a necessidade de pertencer, a ansiedade, o medo)

E agora tantas histórias (tantas que metade ja nem sei contar, alguém que as conte por mim).

Tantos risos, gargalhadas, lágrimas, olhares, gritos, gemidos, desafinos, palavras, conversas, sorrisos, desatinos, cantorias, asneiras, bebedeiras (no fundo, tantas lembranças, doces lembranças).

Falar sabe a pouco, por isso mais vale fechar os olhos, pensar, recordar e viver de novo.

Cada lugar já tem algo de meu e eu já tenho muito de cada lugar.

Quando por lá passares, pergunta áquelas ruelas e calçadas o que elas têm para te contar, não só de mim, mas de tanta gente, de todos nós, são vidas que ali ficam guardadas, e um dia te levarei no peito ó coimbra, minha coimbra, isto se algum dia te conseguir deixar.

Não ligo ao que dizem, nem aos choros alheios nas serenatas, sinto no coração bem ali nas minhas entranhas, cantamos para tentar explicar aquilo que a alma sente sem se conseguir expressar e o choro é também meu, não é exagero só quem por cá passa percebe.

(os amores, os amigos, os colegas e os simples conhecidos, os professores, os moradores, os vizinhos, os senhorios, os taxistas, tudo gente que nos fica na memória e alguns, muitos até, no coração)

Não quero sequer pensar na despedida, quero continuar a aproveitar tudo o que esta cidade e esta academia ainda me tem para oferecer, que é ainda muito, venham as latadas, venham as queimas e os pequenos almoços na mimosa.

Visto o traje devagar, traço a capa com orgulho, pego na pasta com respeito e saio à rua para continuar a coleccionar histórias e litros de alcool no sangue.

À F-R-A... À F-R-E... À F-R-I...............

música que me está a dançar na cabeça: balada da despedida (obiviamente)
sinto-me: nostalgica
publicado por sombra esquecida às 00:28
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