Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010

Despedida (quem me dera fosse só um até já)

Acabou e eu que acreditava que seria eterno.

Foram três meses que valeram por anos.

As palavras ditas, os sonhos partilhados, as promessas feitas e agora as vontades perdidas.

Contos de fadas não existem? Existem sim, eu provei o sabor de um.

Quando olho para trás,

não te vejo ao meu lado no funeral da minha mãe, mas ouço a tua voz atenta do outro lado da linha,

não te vejo ao meu lado nas idas semanais ao cemitério mas ouço a tua voz preocupada e triste do outro lado da linha,

não te vejo ao meu lado quando estava doente mas lembro as mensagens constantes e sinto a vontade que tinhas de me ajudar.

(mas vontades nao chegam e o outro lado da linha é insuficiente, tens razão)

Vejo-te a pegar-me ao colo quando os pés me doíam,

vejo-te a comigo a pousar a rosa na sepultura (e ainda consigo sentir o teu abraço forte).

Sei de cor cada gesto teu, cada mania, cada traço do teu rosto, do teu corpo, os teus horarios, os teus sinais,conheço os teus gostos, as tuas preferencias, os teus vicios (sei de ti mais do que queria, porque com isto também conheço o vazio da cama na tua ausência e o frio dos dias sem ti).

Eu dava tudo, eu dei tudo o que podia por nós, por ti.

Morreu agora o que começou naquela tarde de verão ou direi antes naquela noite pois tu dizias que tudo começou ali no minuto em que me viste sorrir porque desde entao tens sido muito feliz e a tua vida só comigo ao teu lado faz sentido(e a verdade é que ninguém sorria como nós).

O que mais dói no peito é imaginar-te com ela, tudo o que fizemos e o que dissemos, ela vai sentir o peso do teu corpo(que ainda me pertence), o roçar dos teu lábios, mas pior que isso, do que qualquer toque fisico, ela vai sentir o calor do teu desejo, do teu sentimento (e já não és meu, mas eu continuarei a ser tua, a amar-te como não pensei voltar a amar).

As palavras não chegam para esvaziar o peito, para tirar a dor, a saudade, o medo que inspiro e expiro a cada segundo.

Quero fugir, quero ficar, não tenho sitio certo para estar, porque a minha casa era o teu abraço.

As memórias petrificam-me, fazem tremer sem tremer e as lágrimas caiem.

Tudo o que vivemos é inrreal soa a falso agora que o ponto final chegou, queria acreditar que é apenas uma virgula, mas temo as ilusoes. e prefiro ficar assim.

Tenho necessidade de ser amada, de ser abraçada e me sentir em paz (fazes-me falta mamã... muita falta).

Já acreditei tanto na vida, e foram tantas as crenças que cairam por terra que nao me faz crer que desta vez seja diferente, mas também não tenho forças para perder a esperança (é certo que houveram crenças que resistiram e foram vitórias, mas não no emocional).

No inicio juravamos os dois ser para sempre, nas noites loucas que eram só nossas imaginavamo-nos um dia marido e mulher (ridiculo até mas para nós no auge do prazer só isso fazia sentido, porque era nisso que se baseava a nossa felicidade, no para sempre juntos).

E agora? (o que faremos separados? seras feliz com ela sem nos?)

Deixamos tanta coisa por fazer, porque adiamos, acreditamos sempre demais no amanha e o amanha nao chegou.

Nem sei o que te deseje se felicidade, se traiçoes e mentiras, se simplesmente nao me conseguires esquecer e rastejares de novo pra mim.

Não sei viver sem ti, não é a mesma coisa, preciso de ti para ser inteira, mas juro que vou aprender a existir sozinha, mesmo contra à vontade.

Mas há coisas que nao tenciono alterar, vou arrumar aquela langerie, vou continuar sem usar guarda-chuva, vou ligar o exaustor de cada vez que fizer estrugidos, vou me lembrar de ti todos os dias 21, ou quando comer queijo ou massa de frango, vou continuar a mascar so xiclas de melao, vou cantar no duche, guadar as nossas pastilhas e se me entregar a outro corpo por paixao ou para fugir de nós, a cada orgasmo me lembrarei do teu nome.

Senão fosse a força que tenho, ou a fé ou a simples consciencia ou amor à vida ia ter com a mamã. Mas melhores tempos virão quando o teu perfume já nao existir na minha mente dissolvido no odor a tabaco, não sei se te quero esquecer, mas quero sobreviver-te, seguir em frente, ter coragem nas veias par me segurar firme agora que percebi que não fomos diferentes, que tu foste tão louco, ou tão mentiroso, que falavas demais e sentias de menos, mesmo quando os teus olhos me gritavam amor (qual caozinho abandonado, qual criança perdida).

Foi tudo tão intenso, tão pefeito, tão maravilhoso mas o fim parece ter chegado, mas valeu, foi bom, Adeus.

Já sei virão outros nomes, outras histórias e tu morrerás aqui no que depois chamarei de passado (sim serás "o cabrão" tal como outros que também deixei para trás mas tu serás sempre o "MEU cabrão".... mas eu eu serei sempre o teu anjo ... porque podes amar, podes te deixar ser amado, podes ate me esquecer mas aqui nesta hora dou-te certeza que ninguém te amou e dará tanto por ti como eu).

Não sei o que farei amanha, se lutarei, se desistirei, se simplesmente vou desligar se vou correr atras subindo no mapa, ou se fico onde estou e deixo a vida acontecer.

Apena sei que não fomos fortes o suficiente porque a distancia nos matou e não nos fortaleceu. ADEUS.... (meu pequeno sol).

sinto-me: gelada por dentro
música que me está a dançar na cabeça: waka waka (a nossa musica)
publicado por sombra esquecida às 05:16
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