Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011

Somos apenas um filme de curta-metragem

Tarde de Verão. Sopro de magia.

 

Aconteceu.
Noite de Inverno.
Aperto no peito.

Acabou.

Saudades.

 

 

 

«Curta? Rápida?

Assim foi a nossa história, aquela que talharam para nós.

E no fim, tudo acaba bem, quando não estamos bem, então é porque ainda não acabou. Será?

Eu não estou bem. E tu?

Neste filme, fazes parte de mim e os entretantos são memórias, que entre risos e lágrimas, me roiém até ao tutano.

Revivo os nosso momentos a cada instante. Ainda é o vazio de ti e das promessas por cumprir que me consome por dentro.

Tu já esqueceste o que sentiste? Ou ainda sentes o peso das correntes que nos unem quando nada somos, senão distância e silêncios.

Procuras na liberdade, outros corpos, outras vidas, mas será que ainda é da nossa vida que te lembras quando me tentas esquecer?

Comédia? Drama? Romance? Terror? Suspense? Acção? ... o que somo nós? talvez um trailler ou talvez animação...Diz me tu e abraça-me forte. »

 

sinto-me: Saudades
música que me está a dançar na cabeça: Ismael Lo - Tajabone
publicado por sombra esquecida às 05:50
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Monologos parelos

Quando a vida a levou, fui obrigada a crescer (não tive voto na matéria, porque simplesmente tinha de ser).

Quando a vida a levou, fiz me diferente (não por ousadia, não por capricho, mas porque simplesmente tinha de sobreviver).

Ensinou-me a ser forte, mas forte não sou, sem ela sinto-me frágil, sou como criança abandonada.

Que me desculpe se onde está se esforça para que eu a senta e na ingratidão dos dias apenas choro a sua ausência.

Não é facil, mas nunca ninguém prometeu que seria.

O pensamento mudou e a alma endureceu, em tanta coisa já não reconheço quem sou.

Não perdoarei nunca o tempo por a ter roubado de mim deste jeito tão precoce.

E eu que julgava nunca ter de me fazer gente, porque no seu regaço poderia ser para sempre criança.

Saltei do sonho, da zona de conforto, do abraço protector para o Mundo, o Peter Pan cresceu.

Adeus Terra do Nunca.

E nesse adeus à Terra dos sonhos disse-te adeus também a ti, mais uma bala de canhão que bateu forte contra o peito.

Dizem que o que não nos mata, nos torna mais fortes. Será que morri? Porque de certo mais forte não me sinto.

Também dizem que o tempo cura tudo. Mas ele tem passado e ainda nada curou, cada vez as cicatrizes parecem mais fundas, abrem chagas.

Chagas que doiém e sem morfina e sendo tu a maior droga que alguma vez consumi, resta apenas a propria dor servindo por si só de anestesia, de tanto latejar em sofrimento o coração dormente áde deixar de sentir.

Nestas horas frias onde só de silêncios vive o homem, confesso-te que a cada noite que passa fica suspensa na minha cama a vontade de te ter, a falta da tua respiraçao quente e acelarada no meu pescoço, do teu braço sobre o meu ventre, das tuas pernas entrelaçadas nas minhas, do teu batimento cardiaco nas minhas costas.

Corpo no corpo.

Suporte emocional.

Vida semi-conjugal.

Tenho fome da tua carne e sede do teu amor.

Cozi-te a mim com fios de promessas, amarrei-te no meu corpo preso às minhas veias e alojado nas minhas entranhas, ossos como grades, pele como paredes e tudo isto para não te perder, mesmo assim perdi-te.

Agora percebo que fios de promessas se desfazem, queres que te lembre das promessas de beijos que ficarão por dar, de abraços que ficarão por sentir, de futuro que ficará por viver, de sonhos que ficarão por cumprir e tudo o mais que foram fios de promessas dissolvidos num amor que nem espaço deu a amizade.

Fujo às palavras e ao pensamento, finjo que tudo é passado, porque so quando me lembro de sentir, me lembro que não estás aqui como prometeste e vem a falta e ausências (a tua e a dela).

Tudo tem um fim e este foi o nosso mas quando me tentares esquecer, espero que mais te lembres, que sintas o meu cheiro como se tivesse abraçada a ti, que sintas que o nosso beijo na tua boca e o desejo de voltar atrás.

Mas então porque é a lei da vida, porque ja me habituei que é assim e nada é para sempre, haverá outro nome e amarei de novo.

Queria que fosse difernete mas a vida não é o que queremos.

Adeus.

 

sinto-me:
música que me está a dançar na cabeça: vanessa da mata - musica
publicado por sombra esquecida às 05:42
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