Quarta-feira, 21 de Março de 2012

Dias Azedos

Pontapé na vida pontapé em tudo e em toda a gente.

Deixem me ficar sozinha por tempo suficiente para ganhar força, para recomeçar.

Minhto.
Não me deixem ficar sozinha.

Não tu.

Não agora.

Nunca.

Mas se algum dia me deixares, que não seja hoje, nem amanhã.

Preciso do teu abraço forte e do teu silêncio.

Não é sexo, nem palavras, nem mais nada a não ser esse silêncio e esse abraço.

Sentir que te preocupas, que sou verdadeiramente importante para alguém aconteça o que acontecer, venha o que vier, seja eu defeitos ou qualidades, sentir que não me vais falhar.

Não me deixes só porque não sabes nem imagians o quanto preciso eu de ti.

Vem pra junto de mim e não me deixes, porque hoje estou sozinah na multidão, sozinha no barulho, sozinha porque  aminha alma está só.

Não tenho mais palavras, são sentimentos demais para serem escritos ou transcritos. Mas tenho lágrimas, muitas lágrimas, tantas lágrimas.

Vem e deixa me dormir no teu peito hoje não queria falar, estar, ver, sentir mais ninguém só e apenas tu.

Pena, que não estás, não vens e há muito que me deixaste fisicamente, mesmoq uando prometeste que estarias aqui nas minhas quedas para me levantares, nas minhas lágrimas para me fazer sorrir ou chorares por mim, para proteger e para nunca me deixares sozinha já que a mama aqui não está serias a pequena compensação da sua ausência, mas enfim promessas levas o vento e o orgulho bate fore«te quando tenho a certeza que bastava discar alguns algarismos para estares aqui e me ires buscar a lua apenas por um ai meu.
Enfim são assim os dias... azedos, da vida.
Vamos fugir quando tudo isto sabe a fel. 

música que me está a dançar na cabeça: Deftones - Knife party
sinto-me: chorona
publicado por sombra esquecida às 01:26
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Domingo, 18 de Março de 2012

Viver viver viver

Tenho pensado seriamente em seguir em frente e dar um rumo aos dias vazios, dar conforto às horas de carência.

Mas também tenho pensado na sorte que tenho de viver esta juventude neste fogo de incertezas, no brilho de conhecer um mundo novo a cada dia, esta juventude que vai marcar e deixar saudade, que vai deixar a tal nostalgia que leva alma às lagrimas.

E a conclusão sabes é sempre a mesma: Tu.

Vale a pena aproveitar a vida, cada dia da tua ausência para não deixar nada por fazer ou por dizer, pois sinto cá dentro sem explicação lógica para esta certeza inóspita que por mais voltas que dê serás o meu fime o meu começo. 

Mesmo quando nada me faz acreditar, nada me incentiva ou motiva a tais crenças é a certeza que mora fundo em mim sem justificação, mesmo quando duvido a certeza está lá como dogma no fundo das minhas entranhas, pois não há beleza, desejo, inteligência, personalidade, distância, tempo ou vivências que te tirem de mim.

Tenho sede desse dia e ao mesmo tempo fome de consumir cada hora loucamente, tentar tudo, viver tudo, não abrir mão da nada, não me permitir perder ninguém, dói demais imaginar tantos nomes importantes para mim perdidos por aí apenas no meu passado, naquilo que foi, que aconteceu e já não volta. 

Doce lembrança. Doce vida.

Viver viver viver.

Para depois me dar inteira a ti sem mas nem porquês. Sem penas nem outros desejos. Sem vontades ou necessidades que por ti não passem. Para depois de viver viver viver poder ser inteira completamente tua, vivendo por ti e para ti, sem mais nada, nem passado nem futuro, somente um presente concreto e definido.

Viver viver viver.

sinto-me: Nostalgica
música que me está a dançar na cabeça: Depois de ter você - Maria Bethania
publicado por sombra esquecida às 03:50
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Segunda-feira, 12 de Março de 2012

Quero te contar...

Quando um grande amor acontece, fazes promessas e juras de amor eterno.

Quando um grande amor acontece, acreditas em palavras e em momentos singulares.

Quando um grande amor acontece, as músicas romanticas parecem escritas não para ti mas por ti, tudo parece cármico e cada lugar vivido a dois ganha um novo sabor e um carinho especial no teu coração, sentes o que nunca acreditaste sentir quando falavas de amor, porque amor, paixão, desejo deixam de ter uma defenição para assumirem apenas um nome, dizer que morrias por alguém deixa de ser metáfora para ser um devaneio entre lágrimas.

Mas quando um grande amor acontece, também aprendes que não é como nos filmes, nesta sociedade egoista, que teima em se acomodar é mais fácil desistir e esse grande amor não move montanhas, aprendes que o furacão dentro do peito, pode ser apenas uma leve brisa na distância entre dois corpos, aprendes a morrer de pé a cada briga onde te dói mais as palavras que usas para magoar o outro do que as que outro usa para não te magoar a ti.

É nessa altura que um grande amor também acaba. Adeus.

Mas e depois do adeus?

Na teoria cada um seguiria a sua vida.

Entre noitadas e copos, outros corpos e almas viriam (e vêem).

Mas e depois? (o problema é sempre o depois)

Risos, gargalhadas, mais promessas, mais juras, sexo, muito sexo, beijos interminaveis, passeios, bebedeiras.

No fim uma colecção de corpos como cromos de caderneta, ou pequenos troféus pessoais, porque o coração ficou estagnado no ponto de partida (ou no ponto de despedida).

Na teoria cada um seguiu a sua vida.

Na prática continuam presos um ao outro.

Assim somos nós, atados um outro por correntes de memórias ou talvez algo mais forte do material que são feitos os sonhos.

Na distância sobrevivemos um sem um outro escondidos entre copos e lençóis, entre risos e objectivos de vida. 

Mas quando a distância são metros parece que me corres nas veias,que sou o brilho fundo nos teus olhos, parece que és o meu sorriso mais puro e que eu sou a tua pele, como se nunca a distância nos tivesse separado.

Mas quando ninguém faz nada para tentar recomeçar, voltar atrás para agarrar o passado e o arrastar para o futuro a vida continua porque tem de continuar.

E falo por mim porque da tua vida o pouco que sei por vezes já é demasiado.

Continuei, cumpri a teoria e segui com a minha vida.

Mas é dificil a cada entrega perceber que no fundo só te queria a ti.

É dificil conhecer pessoas capazes de dar tudo e o meu coração só bater por quem nada me dá. As pessoas desistem quando percebem que nunca me terão por inteiro, por mais que tenham de mim, mais horas de sufoco na minha companhia (sim porque sufoco, pois estar sozinha vai me deixar tempo para pensar em ti e fujo disso, com medo de mim, de uma recaida na solidão, és como droga).

Ora prendo demais. Ora solto demais.

Até que chega a uma altura de frustração em que desistes de tentar relacionamentos.

Eu desisti.

Para não doer. Para não magoar, nem tão pouco ser magoada. Por medo. 

Aprendi a deixar acontecer sem sentir, a ser carne por carne, a viver de amizade, de risos, brincadeiras, de gargalhadas, de apagar o desejo sem esperar por mais que isso.

Mas um dia (e porque há sempre um mas) conheci uma pessoa (aquela pessoa que tanta vez passou por mim na rua, aquela que me olhava e prendia com esse olhar), desde então as coisas foram acontecendo naturalmente, apenas porque tinham de acontecer.

Já não estava a lutar para te esquecer, nem tão pouco para te lembrar, tudo começou a acontecer enquanto eu apenas me deixava ir na corrente da vida.

Logo no primeiro beijo, na embriagez da noite, no meio da multidão, coisas rápida, profisisonal, percebi ele era diferente, misterioso, que de um jeito estranho me completava.

O tempo passa (passa sempre e tão rápido), nós nos voltamos a encontrar mesmo quando não o procurava e mais beijos aconteceram, sempre rápidos, profissionais, até que deixaram de ser rápidos e profissionais, passaram a ser lentos e emotivos, deixarma de ser feitos com cabeça ou por instinto a começaram ser feitos de coração, conhecemo-nos aos poucos apesar de achar que ainda não o conheço e ele já não é um mistério é apenas misterioso, porque olha fundo, tenta me ler os pensamentos. Um dia aconteceu é que já não podiamos evitar ou adiar mais uma comunhão mais completa entre nós, precisavamos de mais, já não era o corpo que o pedia, vinha de dentro, arrisco a falar de alma.

Quando ele me abraçava, me prendia num sorriso, me agarrava forte adormecia com a cabeça no meu travesseiro, quando me pedia um abraço e me deixava adormecer no seu peito, deliniava o meu rosto com o dedo (como se quisesse decorar o meu corpo com o tacto para se poder lembrar de mim, mesmo de olhos fechados), quando me fazia cafoné ate adormecer e me deixava embalar na música que escolhia delicadamente... era perfeito.

Quando bato a porta de casa dele já me sinto com saudade, já apetece voltar atrás só para mais um abraço.

Basta um dia sem o ver para parecer uma eternidade e vontade de o procurar, de ligar, enviar uma sms começar a ser mais forte que eu.

A última vez que me lembro de sentir isto foi contigo, então vem do corção a vontade de recomeçar longe dti, voltar a tentar, voltar a acreditar.

Mas tenho medo de falhar. Medo de me falharem. Sofrer. Voltar a sofrer. Magoar e voltarem a magoar-me.

Medo de te perder, de me perder de ti, medo de me perderes. Depois de tantos sonhos. Exactamente neste ponto, neste medo que vejo que ainda não me curei de ti, pois é quando vem as memorias eu sinto as lágrimas de saudade rebolar sobre o meu rosto, e uma alegria louca fazer me cerrar os olhos e sorrir, é uma sensação indiscretivel aquela que sinto quando me lembro de ti ou de nós, a sensação que ninguém me deu nem poderá dar enquanto existires em mim como ponto de comparação, continuas a ser tu a minha vida, o meu futuro cor-de-rosa, contigo eu sou eu própria, e amas-me assim sem mas nem porquê, estas preso a mim desde o priemiro olhar como eu estou a ti, e por mais que possa sentir por alguém nunca consigo seguir em frente me algo muito forte dentro de mim me puxa para ti, num sentimento que não conseigo descrever.

Ele é paz, tu és paz depois da guerra.

Ele é saudade, tu nostalgia.

Ele é mistério, tu certeza.

Ele é duvida, tu és amor.

Ele é carinho, tu és loucura.

Ele é tudo e nada mas tu és nada e tudo.

És uma coisa que vem de dentro sem explicação, és o sabor de uma noite quente de verão, és como algo que nasci para ter, como que se toda a vida tivesse procurado essa sensação que encontrei em ti e não a quisesse perder.

Mas enquanto o nosso tempo não chega não leves a mal se decidir tentar seguir sem ti, apenas para tentar, para nos fortalecer se eu falhar, apenas para tirar as teimas e não ficar com dúvidas, se correr bem fica feliz por mim e culpa te por nos teres perdido, se correr mal luta por mim porque teras as certezas de qeu fomos talhados para ficarmos juntos e que tudo o que aprendemos de um grande amor não ser como no cinema talvez possa seja um mau aprendizado e nós podermos contruir um novo e feliz final para nós, tendo apenas uma coleção de troféus na estante que nada significarão na velhice quando percermos que fomos a escolha mais certa e os entimento mais puro.

música que me está a dançar na cabeça: I Can't Make You Love Me - Bon Iver
sinto-me: ok! All right !
publicado por sombra esquecida às 03:35
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Quinta-feira, 1 de Março de 2012

Amiga

Poucas vezes te chamo de amiga, porque és mais que isso. 

Irmã, é como te costumo tratar, porque não é preciso termos o mesmo sangue para termos a mesma essência.

Se nada acontece por acaso, nós somos a prova disso, não foi certamente por acaso que entramos na vida uma da outra.

Discutimos, amuamos, fazemos bate pé, ofendemos, gritamos, barafustamos.

No fim sorrimos e dizemos " te amo".

Porque amizade é isso, é contrariar, é estar lá para discordar, para dar aquele abanão, aquele abre olhos, é estar lá para ficar em silêncio, para abraçar, para conssentir, mas também para resmungar, para criticar mais que elogiar, porque aceitar qualidades é facil, qualidades é coisa boa mas e os defeitos.

O temperamento forte.

O mau humor matinal e o ocasional.

As birras.
As manias.

As manhas.

Os caprichos.

As crises.

As bebedeiras.

As incompatibilidades.

As discordancias.

O feitio. O (mau) feitio.

Todas esses pormenores que arreliam que fazem inspirar e expirar. 

Defeitos tens muitos, imensos, e eu tenho tantos, outros tantos.

Mas fodasse que ser humano é que não os tem?

Podemos dar a volta ao mundo nunca encontraremos ninguém perfeito e possivelmente ninguém que se encaixe tão bem em ti e em mim como tu e como eu, mesmo com todos esses defeitos que temos.

Tiro-te do sério tanta vez e tanta vez me mandas à merda por já não me conseguires aturar.

Deixas-me fora de mim e tanta vez te mando foder baixinho e te viro as costas por já ter esgotado o stock diario de paciência.

Mas depois voltamos de mansinho, porque amizade é isso, é voltar sempre depois da briga, superar o orgulho porque valores mais altos de levantam.

Erguem-se como estatuas na memoria os momentos que passamos juntas.

Se alguém te pedir que contes a minha vida não a vais contar mas se contasses não seria apenas por sabê-la de cor, por eu ja te a ter repetido vezes sem conta, contarias porque "metade" dela viveste-a comigo.

Não preciso que me digas se estás bem ou mal, feliz ou triste, não preciso que me confidencies o teu estado de espirito, porque sei ler as entrelinhas do teu olhar e da tua voz.

Já conhecemos as manias uma da outra, os tiques, as expressões, os jeitos, os vicios.

Se nos perguntassem se telepatia existe, confirmavamos, porque tanta vez falamos por meias palavras ou então por um olhar.

Quando digo que um dia nos vamos perder, que a distancia nos matará, não é certamente com alegria ou prazer que o digo, não é confortavel ter a noção plena dos factos e sinto uma magoa enorme com a vida por ela ser assim, mas são factos inalteraveis.

Nada é eterno, já perdi tanta gente fundamental nesta vida, tanta gente que noutros tempos me conheceu como hoje me conheces, noutros tempos não me sentia um extraterrestre na sociedade, um extraterrestre que só outro conseguia compreender, mas não deixava de ter as minhas manias e essas pessoas fundamentais que ha muito ja perdi no globo sabiam de cor. 

Queria tanto que conosco fosse diferente.

Mas porque haverá de ser?

Longe criaremos outras vidas, outras afinidades.

Mas não deixo de te estar grata por fazeres da tua familia, a minha familia, quando perdi a minha.

Grata por teres feito parte integrante da minha vida e se há nesta vida gente que fica na historia da gente, tu farás sem dúvida parte integrante dessa gente.

Por estares lá quando choro, por estares lá quando rio, por estares lá quando preciso de desabafar ou apenas quando preciso de silêncio, simplesmente por estares lá.

Já não sei viver sem ti, desaprendi, desliguei me do mundo e vinculei-me a ti, porque por vezes é dificil fingir posturas, medir palavras, dificil confiar e dificil construir frases complexas que expliquem o que alma sente, contigo basta uam metafora pois conheces os sentimentos e conheces me a mim, porque gostar de alguem implica gostar pelo que outro é e contigo não tenho mascaras de conveniencia. 

Quando nos conhecemos nunca imaginei, nunca calculei, mas por isso é que a vida é gostosa porque também nos dá boas supresas, como um por do sol depois de um dia de chuva.

Por vezes sinto me sozinha, tão sozinha, como não imaginas, vejo a falsidade das pessoas, vejo o desinteresse da familia, vejo a minha independencia, vejo a ausencia de quem mais amo e o vazio que isso deixa, vejo a casa só para mim e como é bom estar em sossego, fazer o que apetece, mas dentro da cabeça ecoa sempre a voz da minha com o que devo ou não fazer, mas ela não está e não ha amigos , familia, ou namorado para preencher a solidão que deixa uma mãe.

Não sei se alguma vez desabafei contigo isto, mas proveito agora a deixa para o fazer ou voltar a fazer.

A familia que tu tens, todo o conforto, toda a protecção, toda a segurança eu tambem ja tive personificado na minha mãe.

Tu ligas porque te perdes no fim do mundo e sabes que te vão buscar.

Eu já liguei apenas porque me perdi no meio da rua a caminho de casa e sabia que se fosse preciso ela viria para me levar ao colo pra casa, pra casa que podia ser na proxima esquina ou a um km.

Sabes porque não chorei logo quando nos perdemos porque não pensei em ligar a ninguem, porque ainda não foi inventado o numero do céu e a unica pessoa que se poderia preocupar verdadeiramente com isso é lá que esta.

Mas é em momentos assim em que me lembro do preço a pagar pela independencia, que te sinto ali ao meu lado, seja fisicamnete seja do outro lado da linha, que me emprestas a tua familia para confortar o vazio que a minha deixou porque espero que nunca me decpciones porque no fundo sei que me adoras como eu te adoro... Irmã.

Por isso obrigada por estares aqui, por aquela palavra ou aquele abraço quando me falta a minha melhor amiga,aquela metade de mim, a minha irma, a minha mae.

Obrigada por estares aqui em qualquer situação.

Obrigado por estares aqui quando precisas de desabafar, de chorar, de confiar.

Adoro-te minha irmã.

 <3

 

sinto-me:
música que me está a dançar na cabeça: silencio
publicado por sombra esquecida às 02:24
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Felicidade procura-se.

Felicidade não é um sorriso,  uma gargalhada.

Felicidade é bem mais que isso.

Felicidade é toda ela um riso que existe antes mesmo de rires, ou de pensares sequer em rir.

É assim como um furacão que vem de dentro, nos arrasa, nos limpa a alma. 

Mas limpa, tão bem limpa que o brilho sai pelos olhos.

Felicidade é aquela euforia tão louca, tão devastadora, que te faz sentir tudo de uma vez e a seguir apenas te deixa espaço para ficares em paz.

Felicidade é aquela droga legal que não consomes pois é ela que te consome e enquanto isso, voas, flutuas, mesmo sabendo que o chão está ali pertinho dos teus pés, não queres, nem lhe consegues tocar.

E o pior dos males é quando provas esta felicidade e depois a perdes sem saber onde, como ou porquê.

Perguntas-te o que fizeste para merecer essa perda mas a questão fundamental é se algum dia a voltarás a ter.

Até que um dia de mansinho a voltas a encontrar no virar da esquina, só para a poderes voltar a perder de novo  e no fim compreender que andavas equivocada porque afinal a verdadeira felicidade não se perde, nunca se perde, porque basta pensar nela para ela voltar, húmida, salgada, escorregando pelo teu rosto em formato de doce recordação.

É nestas pequenas consciencilazações, que me lembro de ti, pois se a felicidade pode ter nomes e até apelidos, então a minha tem o teu, ninguém nunca na vida me fez tão feliz como tu.

Em 21 anos de existência, já tive muitos momentos de felicidade, mas foram apenas isso, momentos, soltos, isolados, construidos por situações concretas.

Tu foste uma felicidade que durou tres meses,não apenas um momento solto, porque tu fazias me feliz sem esforço, apenas por existires e existires na minha vida, por isso era feliz, mesmo quando estava triste, porque enquanto te sentisse ao meu lado os meus olhos haveriam sempre de brilhar, porque bastava te sentir para o meu riso ser sempre enorme e iluminado e existir antes de eu ter consciencia dele, contigo ria antes de rir, ria a rir e ria depois rir. E se chorasse sabia que estavas lá, nem que fosse do outro lado da linha para me enchugares as lágrimas com palavras e se estivesses perto e o choro acontecesse tu chorarias por mim só para poderes ver rir e limparias o meu rosto com o abraço tão forte que me deixaria o corpo dormente.

Por isso foste a minha maior felicidade, tu aqueceste me a alma e o coração por tempo demais que por ser contigo e comigo foi no fim de contas tempo de menos, porque até toda a vida ou eternidade não seria suficiente.

Mas chegou o dia em que tiveste de partir e desde então me começaste a fazer feliz só por momentos, momentos em que me lembro de como um dia que durou três meses foste a minha felicidade.

Vieram outros tentar substituir o insubstituivel, vieram tentar ocupar o teu lugar, mas apenas me fizeram sorrir e achar que sentia paz. Com o tempo percebi que usaram mascaras para chegar a mim, que nunca foram os princepes que me fizeram acreditar ser e se converteram facilmente na maior das desilusões e pensar que enquanto estava cega com a sua perfeição acreditei que fosses um poço de defeitos, quando o teu unico defeito foi me deixares de amar enquanto eu ainda te amava e lá volto eu ao ponto de partida, porque a vida parece que anda aos círculos e tudo me leva a ti, qualquer desilusão me faz lembrar a minha velha felicidade e acabo por sentir saudades não de ti, mas de mim, de como era contigo, dessa felicidade que eu era, como é possivel, tudo perder o sentido quando penso nisso. 

Será que a minha felicidade se vai conjugar para sempre no preterito perfeito enquanto assisto na bancada à felicidade alheia conjugada no presente do indicativo.

Tanta vez procurei a minha felicidade noutro corpo, mas sexo  só traz orgasmos e não felicidade.

Um dia depois de um colminar de desilusões encontrei te noutro corpo, numa pele negra, num cabelo feito de caracóis apertados, num olhar profundo, num sorriso enorme e num abraço tão apertado que me senti amada antes de o ser e de repente já não te tinha encontrado noutro corpo, apenas encontrado outra alma capacitada a me fazer feliz, mas nessa altura já eu não estava preparada para ser feliz, a minha felicidade estava ali, a fazer me um cafoné, a acariciar-me a alma, com os dedos leves sobre a minha pele e o coração nas minhas costas, estava ali a dormir agarrada a mim com a cabeça sobre o meu cabelo e a respiração quente no meu pescoço, mas os meus olhos não brilhavam e eu não ria, mas eu sentia-me em paz.

Confesso lembrei me de nós da nossa felicidade, mas isso não me fez querer voltar, apenas me fez querer ficar.

E quando esta nova felicidade me deu aquele beijo matinal confirmou a minha vontade de me soltar do passado.

Mas eu continuava sem rir.

Mas eu continuava sem o brilho nos olhos.

E continuava também sem conseguir dormir, a ficar ali acordada apenas para poder continuar a usufruir daquele abraço como se fosse o primeiro e o ultimo.

Mas a uma dada altura eu precisava de levar a minha felicidade para fora daquele quarto escuro com vista sobre o rio, mas a felicidade num saia, lá fora a minha felicidade era um beijo na testa, um enxame de borboletas no estômago, um medo transformado em aperto no coração.

Mais uma vez o regresso às origens era o destino oficial, porque já não sei esperar, já não tenho paciência para jogos de sedução, nem vocação para comprar vontades, já não confio nas pessoas seja qual for a cor da pele ou a força do abraço, a intensidade do beijo ou do olhar. 

Então já não sei ser feliz, já não deixo ninguem fazer me feliz porque não acredito que alguém o seja capaz de o fazer, vou no vento e regresso a ti, minha maior felicidade, porque se a felicidade não parte dos outros mas simplesmente de nós, eu realmente contigo soube deixar que o olho brilhasse, que o riso fosse riso  antes de o ser e contigo não desaprendi, basta recordar mesmo que isso faça me chorar ate adormecer. 

Valerás sempre a pena, enquanto o preço a pagar por teres sido pra mim tamanha felicidade for apenas o teu maior defeito (me teres deixado de amar se algum dia amaste).
Beijo e até ao meu próximo regresso, quando a felicidade ou ausência dela me levar de novo a ti e às nossas doces memórias. 

 

 

 

 

sinto-me: com vontade de voltar atrás
música que me está a dançar na cabeça: I just called to say i love you - Stevie Wonder
publicado por sombra esquecida às 00:18
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