Quinta-feira, 13 de Março de 2014

...

o que fizeste com o nós?

embrulhaste e mandas-te directo ao remetente?

inventamos juntos esse nós e tu acaba-lo sozinho?

finges diariamente que os sentimentos já não te enchem o peito

mas a saudade é tua dona

podes até

mentir

omitir

calar

fingir

inventar

apagar

engolir

mas no fim do dia

de cada dia

ela nunca te deixará só

crias e recrias um mundo só teu

foges do que foste pelo medo de não voltares a ser

esqueces-te que tudo o que foste ainda és

mudam as horas e os dias

atravessam-se oceanos e desertos

mas o que sentes continua vivo em ti

e o que viveste continua lá no passado a fazer-te lembrar

não consigo acreditar nessa tua vida louca

nessas relações de conveniência que assumes

porque de que servem palavras ou atitudes quando estas se contradizem

conheço o teu olhar,

o teu tom de voz,

as tuas expressões

e aquelas rugas que te aparecem aqui e ali e facilmente te denunciam

conheço o aperto dos teus braços,

e a forma como sorris

e como pode alguém que conheço tão bem me iludir?

na verdade nem tentas

mas tortura ver como nos escondes do mundo com medo que o mundo te fuja

tens panico de ficar sozinho, de caires sem perceber que por mais longe que os meus braços estejam sempre vão estar perto o suficiente para te ajudar a levantar e jamais estarás só porque estarei sempre aqui, tu és o meu sitio, a minha casa , o meu unico lugar e por isso por mais voltas que dê sempre regressarei a cada anoitecer para ser para ti também um porto seguro e o aconchego do lar, és tu quem sempre falta naquela foto, és tu quem sempre o coração lembra ao ouvir aquela músic, és tu de quem sempre se fala nas jantaradas ou nos cafés, estás presente porque nos fazes falta, porque me fazes falta.

sem ti respiramos da mesma maneira, comemos da mesma maneira e tambem dormimos da mesma maneira, mas quem vai rir das minhas piadas? e quem me vai fazer rir com apenas um silêncio? quem vai aprovar e reprovar as minhas loucuras? 

Neste ponto sem retorno sei que estamos cansados demais da distância que nos fez conjugar o nós de forma tão diferente, e talvez pouco ourtodoxa,  mas falta tão pouco para desistirmos agora, tudo o que vi longe de ti contar-te-ei até te sentires os meus olhos e tudo o que viveste sem mim me confidenciarás até sentirmos que o vivemos juntos e aí vamos poder recomeçar, pois acredito que vais voltar.... acredita comigo.

 

publicado por sombra esquecida às 02:57
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