Domingo, 24 de Fevereiro de 2013

Quando a vida rima conosco

Palavras a menos, sentimentos a mais.

Tudo o que lhe queria falar,

apenas com o olhar lhe podia confessar.

O passado nunca foi fácil de esquecer,

mas de repente começou a ser facil de lembrar,

desde o momento em que deixou de doer

para um novo amor poder entrar.

Ele nunca lhe prometeu nada, mas lhe deu tudo. 

E quando os dois repararam o sentimento já tinha nascido,

mas ele tinha de partir e ela tinha de ficar,

assim não era fácil deixar o coração amar.

Dóia a saudade que a ausência causava,

mas se deixassem isso se prolongar

tudo ia piorar.

Então ele começou a fugir

e ela o deixou ir,

não era facil correr atrás,

mas fazia-lhe falta o jeito dele a fazer rir.

O vazio das noites dava-lhe vontade de gritar,

quando tudo o que queria era o poder abraçar.

Ela não precisava dele à noite para o foder,

apenas não o queria perder.

Era o riso descontrolado, era o olhar de cotomiço,

eram as caricias e os abraços.

Eram as brincadeiras e os mimos, as brigas e os beijos.

Eram as danças loucas e aquela voz de menino.

Eram os dedos entrelaçados

e aquela certeza insana de juntos poderem construir um futuro mágico.

Tímido, medroso, confiante e extrovertido,

aquela personalidade forte que se contradiz e sobrepõe e no fim tão especial.

Ela menina mimalha, carente, feita de sonhos,

por vezes forte com toda a coragem do mundo, 

outra vezes fraca sem audácia.

Carregueva nos olhos toda a doçura dos afectos simples, no fundo era um bicho estranho,

mas no mundo há sempre alguém que se encanta com a estranheza de outro alguém.

Será que ele era esse alguém?

Quando ele não estava ela sentia-se feita de papel,

mas quando ele a encontrava era como um carrossel 

que no meio de tantas voltas na alma,

a menina de papel transformava-se em metal.

Ele a arrefecia 

e ela o aquecia.

Eram dois opostos que se misturavam e completavam,

bastava quererem e parece que eles não queriam.

Estavam a permitir ao medo os sufocar

e a fazer da razão uma bomba a detonar.

Assim torna dificil o final feliz,

então precisavam de lutar

nem que fosse necessario cair,

para depois levantar.

Talvez fosse mais simples partir,

mas isso também iria machucar,

por isso então o melhor fosse rezar 

e esperar o tempo curar.

Acreditar no tal destino

e mais uma vez esperar

e que ele faça valer

ou eles vão sofrer.

 

 

 

 

 

 

música que me está a dançar na cabeça: Carolina Deslandes - Não é verdade
sinto-me: carente
publicado por sombra esquecida às 03:34
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